Decidi recomeçar o blogue com outra perspetiva, menos autocentrada, mais pragmática e universal e focada em, quem sabe, ajudar uma só pessoa com quem estou a falar (um leitor imaginário).
Somos todos diferentes, é um facto. Também estamos no centro do universo e toda a nossa percepção consciente baseia-se no que vemos e apreendemos à nossa volta. O problema é que isso gera a tendência para pensar que o nosso problema é especial e único. Mas não é verdade. Claro que todas as formas de dependência de drogas (incluindo álcool) são específicas de cada indivíduo, mas há padrões universais, eixos, princípios básico.
O que vou tentar fazer neste segundo round é ser mais prático. Quando necessário, posso partir de um exemplo biográfico real e daí extrapolar para uma regra ou lição que pode ser útil a outros. Mas não vai ser - ou pelo menos não quero que seja - um diário do tipo pessoal. A minha história é única, como a tua. Mas não é especial.
A minha experiência de falar com algumas (poucas) pessoas que passaram pelo mesmo que eu, em maior ou menor grau, diz-me que posso ter alguma coisa útil a dizer, nem que seja partilhar o fardo e procurar soluções de forma pragmática.
Vamos a isso.
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